The Doors, 21st century dias 6 e 7 de Dezembro - Pavilhão Atlântico
The Doors, 21st century
-CONCERTO/BIOGRAFIA-

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(Fonte: BND - Portugal)

 

ROBBY KRIEGER (The Doors)
RAY MANZAREK (The Doors
Ty Dennis (ex-Motels)
IAN ASTBURY (The Cult)


Preço Bilhetes:
Plareia em pé: 30 €
Balcão Nível 1: 37 €
Balcão Nível 2: 23 €


Postos de venda:
Ticketline (Reservas: 21 003 6300), Pavilhão Atlãntico, Abep, Alvalade, Lojas Fnac (C.C. Colombo, Fórum Almada, Cascaishopping, Chiado, Norteshopping e St.ª Catarina) e www.ticketline.pt


Mito…Lenda…Realidade…The Doors!

Ao longo de uma das mais memoráveis carreiras rock de sempre, Jim Morrison, Ray Manzarek, Robby Krieger e John Densmore gravaram e editaram sete álbuns clássicos: The Doors (1967), Strange Days (1967), Waiting for the Sun (1968), The Soft Parade (1969), Morrison Hotel (1969), Absolutely Live (1970) e L.A. Woman (1971).

Em palco, a performance incendiária do grupo transcendia o mero concerto: Morrison, o Rei Lagarto, desafiava e confrontava a audiência, transportando-a aos limites do que o rock podia ser e, por vezes, ultrapassando-os, enquanto Manzarek, Krieger and Densmore construíam o tapete sonoro perfeito para a presença carismática e feiticeira do líder.

Mas a morte inesperada de Morrison em Paris, a 3 de Julho de 1971, levou muitos a pensar que a estória do grupo estava acabada. O trio sobrevivente insistiu com dois álbuns e vários concertos que ficaram na memória de quem os viu mas, em 1972, invocando o respeito e a dignidade que o nome exigia, acabaram por atirar a toalha.

30 anos depois, os Doors reformaram-se. Ray Manzarek, o organista do grupo, explica que «só agora as estrelas se alinharam condignamente». Os primeiros indícios da reunião surgiram quando Manzarek, Krieger e Densmore se reuniram para um programa da série VH1 Storytellers, em que o trio reinterpretou clássicos dos Doors com um elenco rotativo de vocalistas convidados, entre os quais Scott Weiland (Stone Temple Pilots), Scott Stapp (Creed) e Ian Astbury (Cult). Foi preciso mais ano e meio para que essa experiência desse lugar a uma efectiva reformação do projecto. O impulso foi o convite da marca de motocicletas Harley Davidson que queria que os Doors fossem cabeças de cartaz nos concertos que iriam marcar os festejos dos cem anos da marca.

Tomada a decisão, Manzarek e Krieger - Densmore declinou regressar - investigaram o cantor ideal e optaram por Ian Astbury. Manzarek explica que «sabíamos que o Ian tinha dito que, se alguma vez nos reformássemos, ele queria cantar connosco. Aquilo que gosto nele é que tem muito em comum com o Jim, até algo de xamã, a mesma sensação de perigo, de risco, mas de um modo muito pessoal e diferente do Jim Morrison». Krieger confirma: «A princípio o Ian estava bastante apreensivo, porque não queria que as pessoas pensassem que ele ia copiar o Jim Morrison. É ele que está em palco; não quisemos escolher um simples substituto do Jim, nem era isso que queríamos. O Ian propõe interpretações muito pessoais e suas da nossa música, mas de um modo que evoca o Jim».

A estreia da nova formação ocorreu em Setembro de 2002, nos festivais do Centenário da Harley Davidson, e foi extraordinariamente bem recebida pelo público «que incluia não só os nossos fãs originais mas muita gente que só tinha ouvido falar dos Doors ou só conhecia algumas canções» e pela crítica. Aliás, a reunião correu tão bem que Manzarek e Krieger decidiram escrever material novo: «queremos manter a tradição poética do grupo, convidando poetas contemporâneos para trabalhar connosco. O Ian também vai contribuir com letras».

E o que diria Jim Morrison? Ray Manzarek não hesita: «Acho que ele adoraria. Vamos continuar a cantar as suas letras, 30 anos após a sua morte… Ele seria a primeira pessoa a apoiar-nos, a dizer que seguíssemos em frente. O Jim queria apenas que as pessoas ouvissem as letras. E as pessoas vão continuar a ouvi-las».

 

BIOGRAFIA:

"Por uma noite, o tempo parou e milhares de fãs leais regozijaram-se com a actuação dos Doors - a versão Século XXI composta pelos membros fundadores Ray Manzarek e Robby Krieger - num concerto mágico que, mais do que qualquer espectáculo da nossa memória recente, ilustrou o poder e a influência do eterno rock n'roll.
(John Lappen, "The Hollywood Reporter", sobre a estreia dos Doors em Los Angeles, mais de 30 anos depois... a 7 de Fevereiro 2003, no Universal Amphitheatre).

Mito.... legenda... realidade... The Doors. É o decorrer da história com mais de 37 anos de uma das bandas com mais influência no rock n'roll. A formação inicial composta pelo poeta/cantor Jim Morrison, pelo teclista Ray Manzarek, pelo guitarrista Robby Krieger e pelo baterista John Densmore, gravou e lançou 7 albums com alguma da mais potente e memorável música rock desde sempre. A actuação incendiária da banda ao vivo desafiou qualquer descrição... Morrison, o "Lizard King", declamando, desafiando e confrontando o seu público.... levando-o ao limite do seu universo, e por vezes, levando-o para além desse limite. Manzarek, Krieger e Densmore tocando ritmos próprios de bacanais psicadélicos numa ordem firme e exacta; o acompanhamento perfeito para os voos de Morrison nas perturbadoras profundezas do seu e do nosso subconsciente.

Um capítulo difícil para a banda emergiu com a morte de Morrison, por ataque cardíaco em Paris, a 3 de Julho de 1971, à tenra mas não tão inocente idade de 27 anos. Com o falecimento de Morrison, terminavam os principais anos da demasiado breve história da banda - e muitos, senão todos os discípulos, difamadores, "die-hards", cépticos ficaram tristemente convencidos que esta era a última coisa que jamais se ouviria sobre este quarteto pioneiro. O trio continuou o pós-Morrison, gravando e editando 2 albums; e realizando espectáculos ao vivo ainda cintilantes. Quando também eles, finalmente se aperceberam que talvez a música tivesse chegado ao fim, os restantes membros mutuamente concordaram que estavam quites em 1972, com um voto de respeito e dignidade para o nome "Doors".

Quase 30 anos depois, para grande satisfação de todos os envolvidos, os Doors voltaram a juntar-se para tocar não só os seus clássicos como também novas músicas. Conforme Krieger tão a propósito afirma: "30 anos depois do nosso último concerto juntos é tempo de sobra para esperar". Porquê agora, quando a tentação de tocar essa música mágica e misteriosa dos Doors foi suportada pelos seus criadores durante mais de 3 décadas? Manzarek, o guardião da chama dos Doors durante todos estes anos simplesmente sorri e diz: "As estrelas estão agora devidamente alinhadas para que isto aconteça... e com a seriedade dos tempos em que vivemos, pareceu-nos certo reinventar os Doors".

O que está a acontecer agora é que os Doors de um novo milénio nasceram, dando a Manzarek e Krieger um alegre sentido de renascer. Os rumores de uma possível reunião dos Doors começaram a ser ouvidos quando os membros sobreviventes da banda actuaram na popular série VH1: Storytellers. Tocar clássicos dos Doors com uma variedade de veneráveis cantores como Scott Weiland dos Stone Temple Pilot, Scott Stapp dos Creed e Ian Astbury dos The Cult deu à banda um sentimento daquilo que seria actuarem juntos novamente. Foi quase 18 meses depois que esse sentimento se tornou realidade.

Manzarek relembra, "De repente, recebemos uma chamada da companhia Harley Davidson. Queriam que fossemos cabeças de cartaz de dois espectáculos do seu Aniversário dos 100 Anos. Pareceu-nos divertido e iria dar-nos a oportunidade de actuarmos novamente perante um largo número de fãs. Foi o impulso necessário para refazer The Doors".

A busca de um novo vocalista levou algum tempo, mas no final, Manzarek e Kreiger sentiram que Ian Astbury era o homem certo. Manzarek relembra: "sabíamos que Ian da banda inglesa The Cult sempre tinha expressado o seu desejo de actuar com os Doors, dizendo que se alguma vez decidíssemos voltar à estrada, ele queria participar. O que eu gosto no Ian, é que ele vem do mesmo sítio que o Jim, mas há nele um toque de "shaman". Ian é homem de sí mesmo. Tem um sentido de perigo que é muito semelhante ao de Jim Morrison, sem ser uma imitação. Não lhe conseguimos resistir".

Krieger ressoa estes pensamentos: "Ian estava um pouco apreensivo de início porque não queria que se pensasse que ia copiar o Jim Morrison. Ele está a ser ele mesmo no palco, e tem funcionado realmente bem. Nunca vamos substituir o Jim, mas a questão não é essa. O Ian trás a sua própria interpretação da nossa música para o palco e ao mesmo tempo emana uma vibração que é muito semelhante à do Jim".

Os espectáculos de Setembro 2002 nos festivais dos 100 Anos da Harley-Davidson na Califórnia e no Ontario provaram que esta nova versão dos Doors tem o mesmo poder e majestade que a banda possuía nos calmos dias do seu começo. Os dois sets de duas horas da banda foram poderosas afirmações não só da viabilidade desta muito adiada reunião, como também de que a música dos Doors é eterna - com a habilidade não só de tocar os corações e almas da geração que cresceu com a música da banda, mas também das novas gerações de fãs mais novos que só tinham lido ou ouvido falar dos Doors. "Estamos felizes de poder tocar para multidões que incluem não só os nossos primeiros fãs, mas também fãs mais jovens que não estavam cá na primeira volta" diz Manzarek com entusiasmo. Krieger intervém, "Foi incrível actuar ao vivo com o Ray novamente. Os últimos 30 anos passaram num instante e estar novamente em palco com o Ray foi fantástico. Estamos a fazer isto para nos divertirmos; é disso que se trata".

A banda planeia fazer uma tournee de verão pelos festivais europeus e norte americanos. Também estão a trabalhar numa nova música. O Krieger e o Manzarek têm composto juntos e, de acordo com Manzarek, é como nos bons velhos tempos. "Escrever de novo com o Robby lembra-me a sala de ensaios com os Doors em 1968; tem sido maravilhoso. O que vamos fazer é manter a tradição poética dos Doors trabalhando com alguns poetas actuais. O Robby e eu estamos a compor a música e o Ian vai escrever as letras."
Ambos Krieger e Manzarek concordam que apesar da nova versão dos The Doors ter altos padrões a honrá-los, a reunião com um novo membro não vai manchar o seu legado histórico. "Penso que a nova formação é mais um link numa progressão linear que irá trazer The Doors dos Anos 60 directamente para o Século XXI. Tratamos de espalhar amor e paixão a todos os que nos vêm ouvir tocar, juntamente com crença e imersão na energia que emitimos. È o que vamos fazer desta vez". Krieger acrescenta, "Vamos manter a tradição dos The Doors; mas como estes são outros tempos, e como temos um novo vocalista, isto também irá assumir vida própria e evoluir pelo seu próprio caminho".

Que diria o Jim Morrison sobre toda esta nova actividade dos Doors? A resposta de Manzarek é rápida e optimista "Penso que o Jim ficaria emocionado. Vamos estar a tocar e a cantar as letras do Jim 30 anos depois da sua morte. Ele seria o primeiro a dizer-nos para o fazermos. O Jim só queria que toda a gente ouvisse as letras e isto permite-nos continuar a ter pessoas a ouvir as suas palavras". Krieger concorda, "Penso que o Jim ficaria contente de estarmos a tocar. Penso que esperamos o suficiente. Está na altura de fazer rock novamente.... e vamos fazê-lo mais uma vez."

O Círculo Intimo dos The Doors voltou a juntar-se. "Estão cá todos?... estão cá todos?.... a cerimónia está prestes a começar"... de novo.

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