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As impressões
de John Cale estão gravadas nas últimas três
décadas da história da música. Através
do seu trabalho com os Velvet Underground, da música que
compôs como artista a solo e das inúmeras colaborações
que fez, ganhou a merecida fama de “pioneiro”, de
“presença de profunda influência”. Além
disso, os seus horizontes continuam a expandir-se: com o lançamento
de um EP de 5 faixas na EMI Records e um novo álbum este
ano, ele prova que ainda coloca a sua música em território
fresco e vivificante.
John Cale
nasceu em 1942, em Garnant, South Wales. O pai era mineiro, a
mãe professora. Em criança, manifestou um talento
musical invejável tanto ao piano como à guitarra.
Entre 1961 e 1963, estudou no Goldsmiths College de Londres onde
começou a imergir tanto na música avant-garde como
na música electrónica. Depois de um encontro com
o compositor americano Aaron Copland em 1963, ganha uma bolsa
escolar para a escola de verão da Boston University Orchestra’s
Tanglewood.
Em 1964, John
Cale encontra Lou Reed e juntos começam a trabalhar no
projecto que depressa seria conhecido como Velvet Underground.
Com a ajuda
de Andy Warhol, os Velvets (John Cale, Lou Reed, o guitarrista
Sterling Morrison e o baterista Mo Tucker) trabalharam num dos
álbuns mais venerados e alguma vez gravado: “The
Velvet Underground & Nico”. No entanto, a banda e Warhol
seguiram caminhos distintos.
Depois desta
ruptura, os Velvets fazem-se à estrada e finalmente gravam
“White Light/White Head” que continua um álbum
espantosamente extremo e de confrontos; o facto de ter sido lançado
em 1968 desafia qualquer crença.
A carreira
a solo de John Cale começa com o admiravelmente sofisticado
“Vintage Violence” em 1970, seguido de “Church
Of Anthrax” um ano mais tarde (uma colaboração
com o estimado compositor avant-garde Terry Riley) e em 1973 lança
“The Academy In Peril”, um trabalho sumptuoso com
a Royal Philarmonic Orchestra. No fim desse projecto, John Cale
assina um contrato com a Warner Brothers e desloca-se para Los
Angeles.
Entretanto,
já tinha trabalhado como produtor e músico em alguns
projectos. Alguns exemplos desse período e mais além:
§ Nico: ‘The Marble Index’ (1969), ‘Desertshore’
(1971), ‘June 1 1974’ (1974, com John Cale, Kevin
Ayers e Brian Eno), ‘The End’ (1974).
§ The Stooges: ‘The Stooges’ (1969)
§ Nick Drake: ‘Bryter Later’ (1970 - John Cale
tocou piano e guitarra em dois temas)
§ Patti Smith: ‘Horses’ (1975)
§ Happy Mondays: ‘Squirrel And G-Man’ (1987)
Em 1974, John
Cale deixa a Califórnia e volta para Londres. Começa
assim a fase da sua carreira em que entram os álbuns “Fear”
(1974), “Slow Dazzle” (1975) e “Helen Of Troy”
(1975).
Nos anos 80,
John Cale lança o lendário “Music For A Society”
e afasta-se da música rock para entrar no território
clássico e conceptual. De entre os seus trabalhos deste
período, encontra-se “The Falklands Suite”
de 1988 que fez parte do álbum “Words For The Dying”
de 1989.
Em 1990, a
seguir à morte de Andy Warhol, John Cale volta a associar-se
a Lou Reed no álbum “Songs For Drella” e em
1993, os Velvet Underground voltam a juntar-se para uma tournée
europeia de seis semanas. Três anos depois chega o primeiro
álbum pop “Walking On Locusts” com Mo Tucker
e David Byrne.
Um novo capítulo
inicia-se com o lançamento de “John Cale 5 Tracks”
a 26 de Maio 2003, seguido de um novo álbum no Outono.