24 e 25 de Outubro, John Cale na Aula Magna.
JOHN CALE

-BIOGRAFIA-

(cedida por: BND - Portugal)

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As impressões de John Cale estão gravadas nas últimas três décadas da história da música. Através do seu trabalho com os Velvet Underground, da música que compôs como artista a solo e das inúmeras colaborações que fez, ganhou a merecida fama de “pioneiro”, de “presença de profunda influência”. Além disso, os seus horizontes continuam a expandir-se: com o lançamento de um EP de 5 faixas na EMI Records e um novo álbum este ano, ele prova que ainda coloca a sua música em território fresco e vivificante.

John Cale nasceu em 1942, em Garnant, South Wales. O pai era mineiro, a mãe professora. Em criança, manifestou um talento musical invejável tanto ao piano como à guitarra. Entre 1961 e 1963, estudou no Goldsmiths College de Londres onde começou a imergir tanto na música avant-garde como na música electrónica. Depois de um encontro com o compositor americano Aaron Copland em 1963, ganha uma bolsa escolar para a escola de verão da Boston University Orchestra’s Tanglewood.

Em 1964, John Cale encontra Lou Reed e juntos começam a trabalhar no projecto que depressa seria conhecido como Velvet Underground.

Com a ajuda de Andy Warhol, os Velvets (John Cale, Lou Reed, o guitarrista Sterling Morrison e o baterista Mo Tucker) trabalharam num dos álbuns mais venerados e alguma vez gravado: “The Velvet Underground & Nico”. No entanto, a banda e Warhol seguiram caminhos distintos.

Depois desta ruptura, os Velvets fazem-se à estrada e finalmente gravam “White Light/White Head” que continua um álbum espantosamente extremo e de confrontos; o facto de ter sido lançado em 1968 desafia qualquer crença.

A carreira a solo de John Cale começa com o admiravelmente sofisticado “Vintage Violence” em 1970, seguido de “Church Of Anthrax” um ano mais tarde (uma colaboração com o estimado compositor avant-garde Terry Riley) e em 1973 lança “The Academy In Peril”, um trabalho sumptuoso com a Royal Philarmonic Orchestra. No fim desse projecto, John Cale assina um contrato com a Warner Brothers e desloca-se para Los Angeles.

Entretanto, já tinha trabalhado como produtor e músico em alguns projectos. Alguns exemplos desse período e mais além:
§ Nico: ‘The Marble Index’ (1969), ‘Desertshore’ (1971), ‘June 1 1974’ (1974, com John Cale, Kevin Ayers e Brian Eno), ‘The End’ (1974).
§ The Stooges: ‘The Stooges’ (1969)
§ Nick Drake: ‘Bryter Later’ (1970 - John Cale tocou piano e guitarra em dois temas)
§ Patti Smith: ‘Horses’ (1975)
§ Happy Mondays: ‘Squirrel And G-Man’ (1987)

Em 1974, John Cale deixa a Califórnia e volta para Londres. Começa assim a fase da sua carreira em que entram os álbuns “Fear” (1974), “Slow Dazzle” (1975) e “Helen Of Troy” (1975).

Nos anos 80, John Cale lança o lendário “Music For A Society” e afasta-se da música rock para entrar no território clássico e conceptual. De entre os seus trabalhos deste período, encontra-se “The Falklands Suite” de 1988 que fez parte do álbum “Words For The Dying” de 1989.

Em 1990, a seguir à morte de Andy Warhol, John Cale volta a associar-se a Lou Reed no álbum “Songs For Drella” e em 1993, os Velvet Underground voltam a juntar-se para uma tournée europeia de seis semanas. Três anos depois chega o primeiro álbum pop “Walking On Locusts” com Mo Tucker e David Byrne.

Um novo capítulo inicia-se com o lançamento de “John Cale 5 Tracks” a 26 de Maio 2003, seguido de um novo álbum no Outono.

Tudo isto, inútil será dizer, prova que John Cale continua incrivelmente criativo.
As suas impressões podem estar gravadas no passado, mas, ao contrário de muitos dos seus companheiros, o seu percurso prolonga-se no futuro.....

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