<voltar>
...
... 
Era
uma hora da manhã quando subiu ao palco Adolfo Luxúria
Canibal, vocalista e letrista dos Mão Morta desde 1984
data de fundação dos mesmos. Fazia-se acompanhar
de uma camisa branca com riscas azuis bem ao estilo de um marinheiro,
e não só fisicamente pois rapidamente começou
a deambular de um lado para o outro como que se em alto mar estivesse.
Começando assim com a sua representação e
com a sua imagem de marca a sua voz rouca e foi então que
foram entrando em palco os restantes elementos dos Mão
Morta. Já com o Hard Club (em Vila Nova de Gaia) mais composto,
muito perto do lotado, com o público mais chegado para
o palco. No segundo tema da noite Adolfo Luxúria Canibal
só disse "Boa noite, é um jogo" e de cigarro
em punho começou o primeiro tema acompanhado da sua banda.
Sempre com a sua voz rouca e dançando de uma forma introespectiva
pelo palco, vincando assim o seu estilo e garra pessoal. Depois
foi a vez do terceiro tema da noite, Primavera (de destroços),
com Adolfo Luxúria Canibal sempre muito introespectivo,
fazendo lembrar muitas vezes nos seus movimentos mecânicos,
uma marioneta humana.
...
... 
Seguiu-se
"Tu Disseste" sempre com uma actuação
muito física dando assim um maior paralelismo ao sentimento
facial que Adolfo Luxúria Canibal dava as letras. O quinto
tema da noite foi apresentado da seguinte maneira: "Uma coisa
que já não tocamos à muito tempo, Desmaia
Irmã Desmaia". E foi na passagem do tema anterior
para o tema "Penso que Penso" que o público começou
a ficar mais agitado, soltando-se aos poucos e poucos tornando
assim o concerto numa actuação mais próxima
de todos. Ao Sétimo tema (Berlim) já o público
estava mais do que conquistado pelo pop-punk-rock dos Mão
Morta. Já se deslumbrando mini tentativas de 'moxe' com
o mesmo a saltar bem perto do palco.Depois
seguiu-se "Em directo para a Televisão" com todos
os presentes a vibrarem de uma forma intensa dando assim um ar
da old-school e fazendo reviver tempos menos recentes.
...
...
No Décimo tema "Agora a cidade que tem o verdadeiro
night, Lisboa" o público já não parou
mais de vibrar vendo Adolfo Luxúria Canibal de joelhos
acompanhado de um efeito de luzes fernético. Ao décimo
primeiro tema o carismático vocalista dos Mão Morta
disse ao público presente que ia fugir apresentando assim
o tema "Vamos Fugir" e antes do primeiro encore da noite
ainda teve tempo de apresentar o último antes do mesmo
"E para terminar..." (Cão da Morte).Seguiu-se
então o primeiro encore da noite que durou um bom minuto
e meio sempre com o público a chamar pelos Mão Morta
traulitando o refrão do tema '1º Novembro' de uma
forma muito sentida fazendo assim regressar novamente os Mão
Morta ao Palco, Adolfo Luxúria Canibal ainda teve tempo
para brincar com os presentes, dizendo mal entrou em palco "Essa
música é me vagamente conhecida", referindo-se
a 1º Novembro, "mas como é natal e há
um aniversário vamos começar com uma Chabala".
E depois deste tema menos agitado dos Mão Morta foi a vez
de Anarquista um tema com o inverso de garra do anterior e pondo
novamente todos os presentes em euforia.
...
... 
Ao que se seguiu a música que todos, à instantes
atrás, tinham pedido, "1º Novembro" proporcionando
um momento digno de registo para todos os presentes. E seguiu-se
"Quero Morder-te as Mãos" acabando este segundo
encore como começou o concerto com um "Boa Noite"
acompanhado da tradicional venia. Depois seguiu-se o segundo e
último encore que durou um pouco menos tempo que o anterior
e que contou com um único tema muito ao estilo punk-rock
com as guitarras efusivas e o público completamente dominado
pelos Mão Morta. Acabando novamente com a venia ao público.
Foi então mais um bom concerto ao nível que os Mão
Morta nos habituaram num passado não tão longínquo
quanto isso.
...
... 
(Clique nas fotos anteriores para as aumentar)